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segunda-feira, 16 de maio de 2011

...a decisão

Iniciei a minha busca, e na insegurança da minha primeira juventude não sabia exatamente em que seta confiar, eram tantas e todas indicavam caminhos a seguir. A incerteza acabou por me perturbar. Confiar em qual delas? Várias se empenhavam em chamar mais e mais a minha atenção, ofuscavam os olhos , aliciava a mente, a inteligência... essas me faziam sonhar... eram coloridas, “cheias de vida”. Os caminhos que elas indicavam eram vastos, cheios de cores, simplesmente deslumbrantes. Contudo, a indecisão. E agora? 
Havia, por outro lado, escondida na sua simplicidade, uma pequena seta,  sem muita cor ou muitos enfeites, talvez por isso mesmo eu a observei, por fim. Indicava um caminho estreito que levava a uma Cidade chamada Vida. Difícil era começar a caminhar por uma estrada que a princípio não me seduzia. Mas algo mais forte do que eu motivou-me a trilhá-lo... ao longo desse caminho encontrei pessoas de todo tipo, principalmente necessitadas, famintas, doentes, carentes de amor, de um ombro amigo, de uma palavra que as confortasse...
 Vi, também,  pessoas amorosas que dedicavam-se em ajudar aquelas em suas muitas necessidades. Seus olhos brilhavam por se sentirem úteis naquela caminhada, e vi claramente que eram felizes naquele serviço. Uns ofereciam sorrisos, outros o seu ombro, outros água e alguns o Pão da Alegria, o Pão da Vida, o Pão que os motivava a caminhar. Objetivei, com isso, os meus próximos passos: a minha meta, agora, é ser útil e distribuidor daquele Pão, Pão que nos anima a caminhar para a cidade cuja a seta indicava.
Queridos vocacionados (seminaristas, padres e bispos), as setas ali estavam e, na liberdade que lhes pertence, fizeram a opção por  aquela que julgamos a mais simples e humilde. No entanto, mais importante que a seta é o horizonte que ela nos aponta. O trajeto pode até não ser o mais belo, mais seguro ou confortável, mas, ao final veremos que valeu a pena, depois das pedras e dos espinhos, dos tropeços e das muitas possíveis quedas o olhar misericordioso daquele que é representado nas pessoas dos assistidos ao longo do caminho: Cristo, a Luz que realmente dá sentido à nossa existência.  
A vocês o nosso apreço e a nossa oração!

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