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domingo, 31 de julho de 2011

Paz! Por que não?

Certamente, próximo de 100% da população mundial deseja que a paz aconteça. Infelizmente, se perguntássemos a essas mesmas pessoas de quem seria a culpa de todas essas desordens sociais, em resposta, um número considerável delas, atribuiriam a culpa ao governo, à televisão, à igreja, ao sistema educacional, ao vizinho, ao pai, à mãe, ao irmão ou até ao filho, quando não a Deus, menos a si mesmas.
A paz deve começar em mim, eu devo ser protagonista na história dos que a promovem, é uma questão pessoal. Devo reconhecer o esforço do outro, o valor de cada um;  devo reconhecer, também, os meus erros, a minha fraqueza e voltar atrás sempre que  necessário, é preciso humilhar-me, pedir sinceras desculpas... a humildade é um dos maiores instrumentos para o tão esperado acontecimento da paz. A promoção da paz requer sacrifícios, eu devo me dispor em favor do outro, devo ressaltar o que o outro tem de bom, devo reconhecer que o outro tem qualidades que eu não tenho e que devem ser somadas às minhas em benefício mútuo.

Deveríamos nunca deixar de sermos  crianças, não na ingenuidade, mas na pureza de coração e de alma: elas têm, não raramente, desentendimentos entre si, mas logo se perdoam e continuam caminhando lado a lado, sem ressentimentos.

Quando as mãos se unem os frutos aparecem e a esperança ganha vida.
Quando as mãos se unem, a esperança, pouco a pouco, torna-se realidade.
Quando as mãos se unem  já não é apenas uma mão aqui e/ou ali, são mãos capazes de defenderem-se mutuamente.
Quando as mãos se unem a dor tende a ser cada vez menor e a solidariedade se materializa.
Quando as mãos se unem o hoje torna-se possibilidade de um amanhã muito mais feliz, repleto de dignidade e de paz.
Quando as mãos se unem...(?)

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